Quando o carioca diz que mora 'perto da praça', ele não está dando uma referência geográfica vaga. A Praça General Osório, em Ipanema, é a porta de entrada do metrô da Linha 4 e fica a 5 minutos a pé de Vieira Souto e Visconde de Pirajá. A Praça Mauá, no Centro, abriga o Museu do Amanhã desde 2015 e ancorou a revitalização do Porto Maravilha. A Praça Tiradentes carrega 200 anos de história teatral. Cada uma dessas praças funciona como um marcador imobiliário concreto, com efeito mensurável no valor do m².
O mercado imobiliário do Rio reconhece essa lógica há tempo. Lançamentos a até 300 metros de uma praça com nome conhecido — Nossa Senhora da Paz no Leblon, Santos Dumont na Gávea, Sans Pena na Tijuca — costumam comandar prêmio sobre o entorno. A diferença não é apenas paisagística: é sobre conveniência diária (banca de jornal, padaria, parque infantil), valorização defensiva (a praça não muda) e identidade de bairro.
Esta categoria reúne nossos artigos sobre as praças que ancoram a Zona Sul, a Zona Norte e o Centro do Rio de Janeiro. Cada texto cruza história, infraestrutura, marcos comerciais e — quando relevante — o impacto da praça sobre os lançamentos imobiliários do entorno. A bibliografia segue fontes oficiais do IPHAN, da Prefeitura do Rio e da Wikipedia.

